O governo, um sócio ingrato

Para se ter uma ideia do volume de dinheiro que o governo abre mão, apenas de janeiro a outubro de 2016 as isenções foram de 75 bilhões de reais. Lógico que esse dinheiro faz uma falta danada nas contas públicas, nos setores sociais e na estrutura básica do país. Foi comprovado que houve um uso predatório dos benefícios, e não ocorreu um fortalecimento real da base da economia.

Este sócio “Governo Ingrato” leva todo mês 30% das receitas, tem privilégios e não compartilha com nenhum risco, até mesmo antes de recebermos do cliente.  Este sócio ingrato, não quer saber de crise, não quer saber da saúde financeira de empresa, não quer saber da preservação de trabalho, nem tampouco se está faltando dinheiro para os salários.

As micro e pequenas empresas continuam recebendo tratamento de terceira classe e empregam 45% da mão de obra, empregos, no Brasil e representa 27% do PIB.

E nada disso é feito com ajuda do governo – muito pelo contrário.

A realidade é cruel: mais de 50% das micro e pequenas empresas fecham em 5 anos.

A principal causa, é o financiamento extremamente difícil e caro para os pequenos.

E o que já era pouco, através do BNDES, agora desapareceu totalmente – de um ano para cá cortaram totalmente os limites.

O empreendedor cai nas garras dos bancos privados com taxas 5 vezes mais caras do que uma poupança – e vira escravo do banco.

Ou precisa recorrer a garantias pessoais, comprometendo o patrimônio familiar ou simplesmente desistindo do negócio e fechando a empresa.

As multas por atrasos de impostos são impagáveis, criando uma bola de neve.

Em tempos de prosperidade, esse “sócio” ingrato que tudo quer e nada entrega já é um atraso para qualquer empresa. Mas períodos de crise como agora, é catástrofe: perdemos todos – inclusive o governo. Isso me parece bem pior do que ingratidão.

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